Radialista registra BO contra ex-prefeito por ameaças em Paranhos

 O ex-prefeito foi tomar satisfações de Adriano porque ele teria proferido palavras ofensivas contra Heliomar numa discussão com um colega radialista.

Em Paranhos, o radialista e promotor de eventos Adriano Siqueira, registrou boletim de ocorrência contra o ex-prefeito Heliomar Klabunde, por ameaça. No domingo, o ex-prefeito, segundo a denúncia, esteve na casa do radialista e o teria ofendido, além de forma velada o ameaçar colocando mão na cintura dizendo que Adriano se arrependeria caso se aproximasse. O ex-prefeito foi tomar satisfações de Adriano porque ele teria proferido palavras ofensivas contra Heliomar numa discussão com um colega radialista. Ex- prefeito Heliomar Klabunde (PSDB) foi uma das primeiras vítimas da classe política de Mato Grosso do Sul da Lei da Ficha Limpa.

Ele ficou inelegível a partir de decisão da Câmara Municipal que no último dia 23 de fevereiro acatou o parecer do Tribunal de Contas do Estado, rejeitando as contas da sua administração referentes ao ano de 2000, por desobediência a Lei de Responsabilidade Fiscal. Embora cinco dos nove vereadores tenham votado contra o parecer do TCE, o que garantia a manutenção da plenitude dos seus direitos políticos, Heliomar, que foi prefeito entre 1996 e 2004, precisava do aval de seis vereadores, quórum de 2/3 da composição do Legislativo. O presidente da Comissão, Júlio Cesar de Souza e o vice-presidente, Nilson Vanderlei Marques, decidiram ratificar a decisão dos conselheiros pela rejeição das contas da administração de Heliomar. Em plenário, a estes dois votos, se somaram os dos vereadores Moacir Macedo e Orneis Fernandes.

Decidiram de forma favorável ao ex-prefeito os vereadores Gilberto Alves Ferreira; Wanderléia Catto; Oscar Inácio, Aldinar Ramos Dias e do presidente da Câmara, Donizete Aparecido Viáro. O processo que acabou deixando inelegível o ex-prefeito Heliomar se originou de uma auditoria realizada pelo Tribunal que constatou um déficit orçamentário correspondente a 11,35% do orçamento anual, quando a Lei de Responsabilidade Fiscal tolera um déficit de até 5%. Num orçamento de R$ 4.262.992,26, o déficit foi de R$ 484.186,52. Além do rombo orçamentário, os auditores constataram um déficit financeiro. Ao longo do ano de 2000 Heliomar empenhou despesas no valor de R$ 1.318.095,73 e não provisionou recursos para pagar esta conta no exercício seguinte. Depois desse fato o ex-prefeito vem constantemente se envolvendo em “barracos” na cidade. Segundo fontes policiais contra ele há vários boletins de ocorrência sempre sobre ameaças.

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