Zezé di Camargo é multado e fica inelegível por oito anos

O Ministério Público Estadual de Minas Gerais (MPMG) anunciou que o cantor Zezé di Camargo e o prefeito de Bom Despacho, na região centro-oeste do Estado, estão inelegíveis. Segundo o órgão, o músico estimulou o público a vaiar um vereador da cidade e promoveu o prefeito durante um show.

A Justiça Eleitoral determinou que os dois fiquem inelegíveis por oito anos e condenou cada um ao pagamento de uma multa no valor de R$ 57 mil. A decisão foi tomada no dia 27 de julho pela juíza Sônia Helena Tavares, que analisou o ocorrido em uma festa de cem anos da emancipação do município, realizada em junho deste ano. A magistrada concluiu que o cantor sertanejo desqualificou o vereador perante o público, além de promover o atual administrador da cidade.

A juíza concluiu que o cantor “de grande fama, pessoa pública, de boa imagem, possuindo enorme credibilidade junto aos seus fãs” influenciou um público de 12 mil pessoas, o que representa quase um terço do eleitorado. Ela considerou como provas as informações colhidas pela promotoria da Justiça Eleitoral, que apurou que Zezé di Camargo pediu que o público vaisasse o vereador por ter atrapalhado a festa. O vereador é pré-candidato à prefeitura da cidade.

Segundo o MPMG, o promotor conseguiu um áudio em que é possível ouvir o artista falando:

– Uma festa como esta, que gera emprego para muita gente, e a gente sabe da história do político, do vereador aí que criou maior caso e que faz parte da oposição e que queria que a festa não acontecesse. Pensou muito mais no seu próprio umbigo do que no povo. Então, para esse cara que quis atrapalhar uma festa desta, uma vaia bem grande, que eu quero ouvir aqui.

A promotoria concluiu que o sertanejo cometeu crimes previstos no Código Eleitoral, pois além de campanha negativa, fez a promoção do atual prefeito por meio de elogios à administração. A legislação brasileira estabelece que a propaganda só é permitida a partir de 6 de julho do ano das eleições.

Ação Penal

Zezé di Camargo também responde por propaganda extemporânea na Justiça Eleitoral, que o condenou ao pagamento de uma multa no valor de R$ 25 mil. O Ministério Público Eleitoral recorreu da decisão e solicitou o aumento para R$ 170 mil, além de pedir a condenação do prefeito ao pagamento da quantia.

O músico também foi denunciado em ação penal e irá responder por difamação e injúria eleitoral.

Publicado por

Redacción

Redatores: Edgar Encisco y Oscar Lopez

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